quinta-feira, 17 de abril de 2014

Procissão do Fogaréu


O ritual sacro pagão atrai anualmente centenas de visitantes e devotos que vêem no ato uma forma de pedir perdão e repensar sobre a vida e tudo que Jesus Cristo fez por nós.

Para relembrar o que foi vivido por Cristo, homens mascarados, vestidos com túnicas de cor branca carregam em suas mãos tochas de fogo, matracas e saem pelas ruas escuras do centro histórico de São Cristóvão encenando a perseguição a Jesus Cristo.

Cerca de 250 homens participam da procissão, que dura aproximadamente 90 minutos. Durante o percurso são encenados os cinco principais acontecimentos, a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém, oração no Horto das Oliveiras, a última ceia, prisão e a ressurreição de Cristo.


Histórico 
A Procissão do Fogaréu é um evento cultural-religioso, que já faz parte do calendário cultural de Sergipe. Sua finalidade é levar ao povo os atos acontecidos com Jesus Cristo, na quinta-feira santa, sempre a céu aberto.

Suspenso em 1963 pelo vigário Frei Fernandes por falta de conscientização e participação efetiva dos homens a procissão só retornou 15 anos depois.

Fato 
Nesse ano de 2014 este ritual não será encenado por motivos diversos e que o que nos causa grande tristeza é a utilização desse como objeto de politicagem barata e que somente vem a denegrir a imagem da igreja e da cidade e do seu povo.

De acordo com alguns integrantes da igreja, o responsável pela organização da procissão, não mais integra o grupo, e por isso esse tão valoroso evento não será realizado.

E Agora?
Cabe a igreja saber separar as coisas que são de propriedade imaterial, cultural e de domínio público, portanto, sem dono, pertecente ao povo, e trazer para sua responsabilidade a coordenação dessa tradição que é a "Procissão do Fogaréu", não deixando na mão de pessoas que não tem compromisso e sequer respeito à população.


Lamentamos!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Projeto piloto “Bibliotecas em Rede” será implementado em Sergipe

O Centro de Ciências e Tecnologias para a Sustentabilidade do campus de Sorocaba, em São Paulo, em conjunto com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), através de um Termo de Cooperação entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e a Universidade Federal de São Carlos, idealizou um projeto que visa utilizar a tecnologia em benefício ao cidadão. Trata-se do “Bibliotecas em Rede”, uma iniciativa desenvolvida para aprimorar, por todo o país, os serviços prestados à comunidade leitora.

Para que seja posto em prática, primeiramente, o projeto piloto será implementado em Sergipe. A escolha do Estado se deu em virtude do trabalho desenvolvido pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SEBP), que é coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). “Estamos muito honrados e felizes pelo reconhecimento do nosso trabalho e pela escolha do Estado de Sergipe para o lançamento do projeto piloto”, afirma Sônia Carvalho, coordenadora do SEBP e diretora da Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPED).

Em 2012, a equipe do SNBP esteve aqui e constatou que o estado possuía os requisitos necessários para receber essa etapa inicial. Nesta semana, a coordenadora geral do SNPB, Eliza Machado, esteve em Sergipe juntamente com representantes da Universidade Federal de São Carlos, para discutir com os demais envolvidos no projeto, o encaminhamento que será dado para o seu desenvolvimento. “Sergipe tem um trabalho ativo do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, e tem se mostrado incansável na ampliação e qualificação dos seus municípios, bem como na busca por um aumenta no número de bibliotecas, por isso a escolha deste Estado”, explica.

Eliza afirma ainda que o fato de haver em Aracaju um número significativo de bibliotecas em pleno funcionamento e com bibliotecários atuando, também foi fundamental para o Estado sediar o projeto piloto. “Vale ressaltar que as bibliotecas que receberão o projeto deverão garantir conexão com a internet, além de ter os funcionários envolvidos nas atividades”, completa.

A ação tem por objetivo constituir uma rede colaborativa de informação entre bibliotecas, a partir do uso de tecnologias que ampliem e qualifiquem a comunicação entre essas instituições e a sociedade civil. A Universidade Federal de Sergipe será parceira do projeto piloto, envolvendo jovens, alunos, professores e pesquisadores de Biblioteconomia e Ciência da Informação.

Segundo Tereza Melo, que é professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAS) e uma das idealizadoras do programa, existe muitos projetos de extensão no Núcleo de Tecnologia, Cultura e Sociedade da UFSCAS. “Porém, buscamos trabalhar sempre a tecnologia de outro ponto de vista. Atuando como uma ferramenta a mais nas relações humanas. Assim, o ‘Bibliotecas em Rede’ busca articular as bibliotecas para trabalhar de uma maneira a fortalecer esse serviço que é tão fundamental para a sociedade”, frisa.


O "Bibliotecas em Rede" atuará em seis unidades próximas: em Aracaju, além da BPED, o projeto será implantado na Biblioteca Pública Infantil Aglaé Fontes de Alencar, Biblioteca Municipal Clodomir Silva e Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira; em São Cristóvão, na Biblioteca Municipal Livro Aberto; e, na Barra dos Coqueiros, na Biblioteca Municipal Maria Helena Reis de Moura.

Fonte:ClickSergipe

sexta-feira, 7 de março de 2014

Moradores de São Cristóvão beneficiados com UPA

 
A prefeita de São Cristóvão, Rivanda Batalha (PSB) e o reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ângelo Antoniolli, assinaram na manhã desta sexta-feira, 7, contrato de concessão de um terreno para a construção da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) daquele município.
O convênio em regime de comodato é fruto de uma audiência realizada há 15 dias entre a prefeita e o reitor. “Essa parceria com a UFS é fundamental para que a população de São Cristóvão tenha efetivamente a nossa primeira UPA, que vai atender toda a comunidade em serviços de urgência e emergência tanto, os que residem na sede quanto nos conjuntos adjacentes. A Unidade de Pronto Atendimento será construída em um ponto estratégico”, ressalta Rivanda Batalha.
Durante pronunciamento na Sala dos Conselhos da UFS, a prefeita de São Cristóvão destacou que continuará reivindicando outras parcerias com a Universidade.
“Viemos buscar apoio para a construção da UPA e quero dizer ao reitor que os pedidos vão ser inúmeros visando melhorar a qualidade de vida dos sancristovenses. Esse é um dos primeiros, mas tenha certeza que essa parceria vai continuar, a exemplo do reforma do Terminal de Ônibus, a volta do Festival de Arte e projetos envolvendo alunos do curso de Educação Física”, adianta.
De acordo com o reitor Ângelo Antoniolli, a cessão do terreno de 2.500 m2, localizado na Rodovia João Bebe Água próximo ao contorno da UFS, é um projeto que visa integrar a universidade ao moradores de São Cristóvão. “Além dessa integração, a construção da UPA será importante para que os estudantes de Medicina, Odontologia, Enfermagem, enfim, da área de saúde, façam laboratório na unidade de saúde”, afirma.
“Desde que eu e o vice-reitor André Maurício assumimos que decidimos que não adianta olhar Sergipe sem olhar São Cristóvão e o que nós pretendemos é exatamente é aproximar a universidade com a sociedade sancristovense. A ideia é fazer de São Cristóvão um grande laboratório das coisas aqui pensadas, aqui construídas, aqui gestadas. Queremos que a UFS seja uma universidade proativa e não que o foco esteja no umbigo do pesquisador. Temos um grande laboratório que precisa ser transformado e esse é o nosso desafio”. Enfatiza Antoniolli.
A obra da UPA está orçada inicialmente em R$ 2, 2 milhões e o prazo de execução é de 180 dias, sendo que a prefeita Rivanda Batalha terá até o dia 02 de junho para assinar a Ordem de Serviço, por conta do ano eleitoral.

Por Aldaci de Souza